Enilda Lins: “Então caiu de joelhos e bradou: ‘Senhor, não os consideres culpados deste pecado’. E tendo dito isso, adormeceu.” Atos 7: 60.

“Então caiu de joelhos e bradou: ‘Senhor, não os consideres culpados deste pecado’. E tendo dito isso, adormeceu.” Atos 7: 60.

Atos capítulo 7, narra a bela resposta de Estêvão ao sumo sacerdote, quando foi inquirido por ele, e que resultou na sua morte por apedrejamento. No texto em destaque o que me chama a atenção é a disposição de Estêvão para perdoar. O momento em que ele teve que enfrentar a morte também me faz lembrar Jesus, quando na cruz exclamou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que estão fazendo”. Lucas 23.34.

O perdão não é algo fácil de ser colocado em prática, ao contrário, é muito difícil, mas, é bom lembrar que Jesus ordenou que perdoássemos uns aos outros. O perdão não é facultativo, mas, é uma ordem do Senhor, e ordem é para ser cumprida. Quando temos um coração disposto a obedecer ao Senhor, então perdoar torna-se uma tarefa muito menos penosa. O texto nos diz que Estevão era um homem cheio do Espírito Santo (v. 55), e como tal, era uma pessoa humilde, cheia de amor, e obediente a Deus. Diante dos seus acusadores sua última palavra foi de perdão.

Certa feita Pedro indagou a Jesus sobre quantas vezes se devia perdoar a um irmão que tivesse pecado contra ele, e o Mestre respondeu: “Eu lhe digo: Não até sete, mas até setenta vezes sete.” (Mateus 18:21-22). Com isso Jesus quis dizer que sempre que fosse necessário exercer o perdão, deveríamos fazê-lo. Em Mateus 6:14-15 podemos observar que o perdão concedido a um irmão é uma condição para obtermos o perdão de Deus. Senão vejamos: “Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhe perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas.” Vale a pena conferir também Lucas 6: 37 que diz: “… Perdoem, e serão perdoados.”

Como estamos agindo em relação ao perdão? Será que estamos guardando mágoas, ressentimentos em nosso coração? A falta de perdão é um pecado e, como tal, torna-se um empecilho às respostas das nossas orações. Quando estamos com rancor, ódio e falta de perdão a nossa comunhão com o Senhor fica interrompida. O Senhor interrompe as respostas de nossas orações até que perdoemos. Em Marcos 11:25 lemos: “E, quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas.”. Há pessoas que dizem que só perdoam se o seu ofensor se dirigir primeiro a ele para lhe pedir perdão e, preferem continuar com mágoas no coração, que como um câncer vai corroendo e destruindo sua vida espiritual. Vale à pena fazer as seguintes leituras na sua Bíblia e grifá-las: Romanos 12: 17-21; Efésios 4:31-32; Colossenses 3:13; I Pedro 3:8-9.

Jesus nos deixou o exemplo do perdão unilateral, ou seja, Ele mesmo sendo ofendido perdoava seus ofensores por iniciativa própria. Assim mesmo aconteceu com Estevão e, por seu gesto vidas foram abençoadas, sobretudo, destacamos a pessoa de Saulo de Tarso, seu grande perseguidor e que teve participação na sua morte, conforme lemos em Atos 8:1 – “E Saulo estava ali, consentindo na morte de Estêvão”.

Vale ainda ressaltar que se não exercermos o perdão, o culto que rendemos a Deus não é aceito por Ele. “Portanto, se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta.” (Mateus 5:23-24). O perdão faz toda a diferença em nossa vida, nos devolvendo a alegria da salvação, nos trazendo a cura e a saúde de volta, nos fortalecendo na vida espiritual, nos proporcionando sono tranquilo, disposição para o trabalho, harmonia no lar, relacionamento feliz entre os colegas de trabalho, alegria em estar na igreja, a sensação de paz e leveza no coração e, sobretudo a certeza de que se pecarmos receberemos do Senhor o perdão.

Não vamos permitir que o câncer da amargura, do ressentimento, do ódio, do orgulho, da falta de perdão venha destruir nossa vida espiritual. Se nos encontramos incapacitados para perdoar, comecemos a orar pedindo a Deus que nos capacite e que nos dê forças e disposição para obedecê-Lo. Depois peçamos que Ele nos apresente o momento oportuno de irmos até o nosso ofensor e, com certeza o momento chegará. Deus nos abençoará grandemente e, com nosso gesto estaremos também abençoando e liberando a vida do irmão que nos ofendeu. Que o exemplo de Estevão e, sobretudo o exemplo de Jesus Cristo possam mover nosso coração para que sejamos mais dispostos a exercer o perdão. Apenas desta forma teremos a condição de orar: “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.” (Mateus 6:12). Pense nisso! Bom Dia! ❤🌹🦋

E. L.

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