Enilda Lins: Para Memorizar e Refletir 24.07.2018

“Bendiga ao Senhor a minha alma! Não esqueça de nenhuma de suas bênçãos!” Salmos 103:2.

O Salmo 103 é de grande inspiração para que nos detenhamos nas bênçãos que Deus diuturnamente tem derramado sobre nossas vidas. Ele perdoa os nossos pecados, cura as nossas doenças, nos redime da destruição, coroa-nos com graça e misericórdia e satisfaz nossas necessidades com coisas boas e, ainda nos mostra como proceder a fim de louvar a Deus. Sugiro que você faça a leitura de todo o Salmo 103. Nós temos a tendência de nos apegar às bênçãos derramadas por Deus aos servos do passado e, que estão narradas na Bíblia e, nos esquecemos de olhar para nós mesmos, para a história de nossa vida, em busca de relembrar o quanto Deus tem nos coroado de bênçãos. Quando fizermos um exame da nossa trajetória de vida, haveremos de descobrir que tivemos momentos felizes e abençoados, que serão verdadeiros refrigérios à nossa alma e, que haverão de glorificar o nosso Deus.

Faça um pequeno esforço e tente se recordar ao longo dos anos, o que Deus tem feito por sua vida. Será que você já experimentou um grande livramento? Deus já lhe proporcionou a bênção de atravessar rios de águas profundas amparado por Sua graça? Ou será que você já passou pelo fogo ardente sem se queimar e sem se chamuscar? Eu tenho certeza de que você tem recebido algumas manifestações do amor de Deus sobre a sua vida. Deus tem ouvido as suas orações? Ele tem abençoado os dias da sua velhice e assim você pode dizer como Davi: “Quem farta de bens a tua velhice” (Salmos 103.5)? Será que Deus nunca lhe fez deitar em pastos verdejantes? Será que Ele já lhe curou de uma enfermidade pela qual você não tinha mais nenhuma perspectiva de cura? Estas são perguntas que você deve fazer a si próprio e, com certeza se recordará da bondade de Deus demonstrada para com você, da mesma forma como demonstrou aos Seus sevos do passado.

Infelizmente muitas vezes nos esquecemos das bênçãos do passado, e nos apegamos ao nosso sofrimento, e nos inclinamos à murmuração, à reclamação. Achamos que somos os mais sofredores do mundo, que a vida tem sido ingrata conosco, que o Senhor não tem se inclinado para ouvir o nosso clamor! Pessoas assim são infelizes! A vida para elas é pintada de cinzento. E o pior de tudo é que pessoas que agem desta forma sentem-se sozinhas, mas, porque elas próprias afastam as outras pessoas do seu convívio. Quem gosta de ficar junto de um murmurador? O salmista Davi tinha prazer em cantar louvores ao Senhor, em todas as situações de sua vida. Leia o livro de Salmos e haverá de observar quantos salmos de louvores ele escreveu, e nas situações mais difíceis em que se encontrava. No Salmo 100:4, ele nos convida a louvar a Deus, dizendo: “Entrem por suas portas com ações de graças, e em seus átrios, com louvor; dêem-lhe graças e bendigam o seu nome”.

Possuir um coração grato e que louva a Deus é o resultado de uma experiência diária e constante de estar em Sua presença, reconhecendo que Ele é o Senhor Todo Poderoso, digno de todo o louvor e adoração. É como diz o cântico: “Haja o que houver, Ele continua sendo Deus!”. O fato de eu entoar um cântico esporadicamente não significa que eu sou um adorador. O louvor você faz quando está a caminho do trabalho, ou da faculdade, onde você esteja se dirigindo. É o que você faz quando o pneu do carro fura, quando você adoece, quando vai passar por um procedimento médico desagradável, quando a pia da cozinha entope, quando perde a chave do carro, enfim, o louvor deve ser uma atitude constante do coração, que não depende da situação que você esta passando, se tudo está bem ou não. O resultado de desenvolver uma vida de louvor a Deus, apesar das circunstâncias, será o de conhecermos a Deus com mais intimidade.

É muito fácil louvar a Deus quando tudo está bem. Agora, louvar a Deus na tribulação vai lhe colocar em outro patamar, o da “paz de Deus que excede todo o entendimento” (Filipenses 4:7). Assim, estaremos deixando de incorrer no pecado da murmuração, de atribuir culpa aos outros e a Deus, e deixamos de reagir às dificuldades segundo a visão da carne, passando à esfera do espírito, louvando a Deus.

Deus deseja que você o exalte, e não ao problema. O salmista disse: “Bendiga ao Senhor a minha alma! Bendiga ao Senhor todo o meu ser! Bendiga ao Senhor a minha alma! Não se esqueça de nenhuma de suas bênçãos!” Salmo 103:1-2. Quando tiramos o foco dos problemas e o transportamos para as bênçãos recebidas, conseguimos atravessar as tribulações com mais ânimo, com um espírito arguto, que nos fará entender melhor os desígnios de Deus para a nossa vida. Quando o louvamos nas tribulações, não estamos negando a existência dos problemas, mas, com esta nossa atitude, estamos afirmando: “Embora eu esteja passando por esses problemas, eu sei, Senhor, que tu és maior que eles. Em ti eu encontro tudo o que eu preciso, e assim posso descansar confiante de que tu estás trabalhando por minha causa, e então eu decido exaltar-te acima de todas as coisas. “Haja o que houver, Ele sempre será Deus!”. Pense nisso! Bom dia! E. L

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